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terça-feira, 30 outubro 2018 17:21
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Coinfeção por sífilis e VIH: resultados de uma coorte portuguesa

“Syphilis and HIV” é o título do trabalho desenvolvido por uma equipa do Serviço de Doenças Infecciosas do Centro Hospitalar de São João, no Porto. As conclusões deste poster, exposto no HIV Glasgow 2018, foram apresentadas nesta conferência pela Dr.ª Luísa Graça. Veja o vídeo.

Vídeo

Segundo a Dr.ª Luísa Graça, interna no Serviço de Doenças Infecciosas no Centro Hospitalar de São João, “a sífilis é uma patologia de transmissão sexual”, cujo número de casos reportados, desde 2010, “tem aumentado na Europa”, especialmente no grupo de homens que têm sexo com homens e trabalhadores do sexo. De acordo com os dados europeus mais recentes (2015), a taxa de novos casos reportados, em Portugal, é de 3-7 por 100 mil habitantes.

Tendo em conta os dados deste trabalho, apresentado em formato poster no HIV Glasgow 2018, há uma interação entre Treponema pallidum e a infeção pelo VIH. Esta interação tem implicações diretas no curso do VIH, caso a infeção por sífilis não seja tratada, havendo um aumento da carga vírica do VIH e um decréscimo da contagem de linfócitos T CD4+.

Este estudo observacional e retrospetivo, conduzido pelo Serviço de Doenças Infecciosas no Centro Hospitalar de São João, incluiu uma amostra de 217 doentes infetados pelo VIH, sem experiência prévia ao tratamento antirretrovírico. Estes doentes realizaram o teste TPPA (Treponema Pallidum Particle Agglutination Assay), confirmado pelo VDRL (Venereal Disease Research Laboratory). Em caso de resultados discordantes, os doentes realizam o teste FTA-ABS (Fluorescent Treponemal Antibody absorption test).

Os dados desta coorte mostram que o diagnóstico de sífilis foi mais frequente no grupo de homens que têm sexo com homens. O estudo, que decorreu de 2015 a 2017, revelou uma prevalência de sífilis à data do diagnóstico de VIH de 27%. “No futuro, podemos tentar perceber se podemos usar a serologia da sífilis como um marcador de risco para estratificar a necessidade de rastreio de outras infeções sexualmente transmissíveis”, apontou a Dr.ª Luísa Graça.

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