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HIV Glasgow 2018 - edifíciosHIV Glasgow 2018 - data

terça-feira, 30 outubro 2018 18:18
Expert Insight

Hot topics do HIV Glasgow 2018 em análise

Em declarações à News Farma, o Dr. Eugénio Teófilo, internista no Hospital dos Capuchos, analisa alguns dos temas que estiveram em destaque nos primeiros dias de trabalhos do HIV Glasgow 2018. O especialista teceu comentários sobre três temáticas que elegeu nesta conferência. Assista ao vídeo.

Vídeo

A edição do HIV Glasgow ficou marcada pela divulgação de novos avanços científicos na área do VIH. Numa sessão, que decorreu hoje, dia 30, foram apresentadas as mais recentes abordagens de tratamento e possíveis caminhos para a cura do VIH. Foi a este propósito que o Dr. Eugénio Teófilo, internista no Hospital dos Capuchos, se pronunciou, em primeiro lugar, sem deixar de destacar dois outros temas que estiveram em análise nesta edição: “Ainda precisaremos de várias terapêuticas até alcançarmos uma cura, com remissão total da infeção pelo VIH.”

Na sua análise, o especialista lembrou que, recentemente, houve um alerta associado à toma de dolutegravir durante a gravidez. “Observaram-se alguns casos de defeitos do tubo neural”, apontou o especialista, acrescentando que o risco associado à toma de dolutegravir é maior nos primeiros 28 dias de gestação. “Há um apelo para que dolutegravir”, que consta como um fármaco preferencial nas guidelines da Organização Mundial de Saúde, “não deva ser suspenso, assim que se confirma que uma mulher está grávida (após realização de uma ecografia).”

Relativamente a uma sessão que decorreu ontem, cuja palestra ficou a cargo do Prof. Doutor Jean-Michel Molina, o Dr. Eugénio Teófilo afirmou que, em alguns locais, registou-se “um aumento de infeções sexualmente transmissíveis, após a PrEP”. Uma das ideias transmitidas pelo orador francês é a possibilidade de se realizar profilaxia pós-exposição com doxiciclina, o que significa que, nas 24 horas após um contacto sexual de risco, esta intervenção poderá prevenir, por exemplo, a transmissão de clamídia.

Quanto à gonorreia – onde se identificou o aparecimento de resistências com a medicação –, o especialista considera que, de acordo com o que foi exposto pelo palestrante francês, poderá investir-se na vacinação contra a meningite B. “Esta estratégia, com uma vacina contra a Neisseria meningitidis B, que tem semelhanças com a Neisseria gonorrhoeae, poderá conferir 30% de proteção”, realçou o especialista português, acrescentando que, através desta abordagem, seria possível travar o avanço de eventuais resistências a antibióticos.

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